História



Há quatrocentos anos, o rei de Inglaterra Jaime I ofereceu a Henrique IV de França seis
cachorros brancos originários do condado de Argyll. Estes Terriers, valentes e combativos,
que representavam o orgulho do povo britânico e cuja cor branca simbolizava a paz,
agradaram muito ao soberano e à sua corte. Mas, apesar deste inicio tão auspicioso, só nos
fins do século XX é que o Westie se implantou realmente no continente.


Já antes da idade Média, nobres e camponeses os utilizavam na eliminação de vários
animais. Tradicionalmente originários das Highlands ou das ilhas Hébridas, existiam vários
tipos de difusão variável. Eram os antepassados dos Scottish-terriers, dos cair-terriers e de
outros skye-terriers. Os Escoceses não permitiram a sobrevivência de cachorros brancos nas
ninhadas durante três séculos, pois os animais dessa cor tinham muito má fama: não só se
acreditava que eram mais delicados e menos resistentes do que os seus irmãos de pele
escura, como, e sobretudo, lhes eram atribuídos poderes malignos. Em geral, os exemplares
de pêlo claro eram eliminados ao nascer.


Em meados do século XIX, esse bárbaro costume foi posto de parte, o que se ficou a dever
ao coronel escocês Malcom de Poltalloch. Um belo dia, esse caçador apaixonado matou sem
querer um dos terriers preferidos, de cor avermelhada, pois não conseguiu distingui-lo no
meio do mato. Então decidiu deixar de eliminar os cachorros de cor clara e passar a
seleccioná-los, conseguindo uma raça branca. Ardoroso defensor destes cães, este ferrenho
caçador continuou as suas selecções e veio a participar em muitas exposições.


As primeiras aparições de terriers brancos nos eventos caninos foram muito confusas.
Deram-lhes uma enorme quantidade de nomes, qual deles o mais esquisito. Por fim, em
1904, na exposição de Edimburgo decidiu-se optar de vez pelo nome de West Highland White
Terrier. Entre as duas guerras mundiais, a implantação do grooming modificou muito o
aspecto do Westie.


Descendentes de uma raça de Terriers Britânicos, habituados aos trabalhos mais rudes.
Matava ratazanas, texugos, lontras e furões, muitas vezes deixando a sua própria pele na
tarefa.


A sua alegria é permanente, sendo um verdadeiro anti-stress. Ninguém se pode sentir
deprimido com este companheiro que tenta sempre agradar mais e mais. O seu olhar é
profundo e sedutor. Vivo e atento quer sempre adivinhar as intenções do seu dono para se
evidenciar. O Westie é um cão alegre e activo. A acção é o que o motiva e para corresponder
à sua felicidade, tem que se mexer, correr, brincar ou cativar com algo de interessante, pois
ele adora aprender. A sua inteligência parece não ter limites. Um dos seus atributos é a
agilidade. Está sempre com as suas expressões cómicas, encantando toda a família.


Valente, caracter explosivo, activo, avisa da presença de estranhos, afectuoso, apegado às
crianças
                                                       Estalão


PAÍS DE ORIGEM: Grã Bretanha- Escócia
CARACTERISTICAS GERAIS: Solidamente constituído. Peito profundo, bem como as últimas
costelas.
CABEÇA E CRÃNIO: Crânio ligeiramente abaulado. A cabeça, coberta de pêlo denso, forma
um ângulo recto ou agudo em relação ao eixo do pescoço. O nariz è negro e bastante
grande
OLHOS: Escuros, bem separados, de tamanho médio. ligeiramente encovados, vivos e
inteligentes.



ORELHAS: Pequenas e erectas, são pontiagudas. O pêlo que as reveste, curto e liso, não
deve ser aparado.
MANDIBULAS: Largas entre os caninos. Os dentes são grandes em relação ao tamanho do
cão e articulam regularmente em tesoura.
PESCOÇO: Bastante longo para permitir o porte correcto da cabeça. Musculoso, alarga
gradualmente para a base, fundindo-se nas escápulas.
CORPO: Compacto. Dorso recto. Quadris largos e fortes. Peito profundo, costelas bem
arqueadas na sua metade superior. As costelas posteriores têm uma altura considerável e a
distancia da última costela à coxa é tão curta quanto o permite o movimento do corpo.
MEMBROS: OS membros anteriores são curtos e musculosos, direitos e cobertos de pêlo
curto, duro e denso. Coxas musculosas e não muito abertas. As patas traseiras, com
curvilhões bem arqueados, juntam-se bem sob o corpo, ficando muito perto uma da outra,
tanto quando o cão está quieto como quando em movimento.
PÉS: Os da frente são maiores que os de trás; todos têm plantas redondas mas de tamanho
proporcionado, e são fortes, com almofadas grandes; estão cobertos por um pêlo curto e
rijo.
CAUDA: Comprida, com 12,5 a 15 cm, coberta de pêlo rijo, sem franjas, recta e levantada,
mas nunca caída sobre o dorso.
PÊLO: Duplo. O pêlo de superfície é hirto, com cerca de 5 cm de comprimento, sem
caracóis. O subpêlo è curto, macio e espesso.
COR: Branco
Peso em adulto: 7 a 10 Kg
Altura ao garrote: à volta de 28 cm
Duração média de vida: 13 anos
Vale da Beloura